quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Brasil é novamente rabaixado pela S&P

Caros investidores,

O Brasil foi novamente rebaixado pela S&P.

 
Até o momento só a Moody's mantém o selo de bom pagador (eles devem estar de ressaca do Carnaval).

Pelas minhas contas o Brasil já superou o Palmeiras e o Vasco em rebaixamentos.

Brincadeiras a parte, isso só mostra como está a credibilidade do Governo.

Eu mesmo não acredito mais.

Eu decidi colocar nem mais um tostão furado no Tesouro Direto.

Veja por exemplo o Luis Stuhlberger (um dos maiores gestores de fundos do Brasil) : as posições dele em Tesouro Direto são para no máximo 2019.

Só pensam em nos espoliar criando novos impostos e aumentar alíquotas dos já existentes, fora que a todo momento querem mudar as regras do jogo, vide MP 694.

Todo mundo está cansado de saber que esse máquina pública mastodôntica precisa ser enxugada e privatizada ao máximo possível.

Mas a "Rainha do Brasil" não vai fazer nada para não desagradar a "base social" (detesto esse nome), que no momento é único apoio de que tem.

Ela prefere nos jogar nas profundezas do inferno (no inferno já estamos) do que prejudicar os "cumpanheiros" comedores de mortadela.

Espero estar errado, mas se a CPMF for aprovada ela nunca mais será extinta, percebam o que foi dito na seguinte reportagem:

"Ainda conforme relatos, Dilma considerou legítima a proposta de uma liderança para que a CPMF seja reajustada conforme o PIB [Produto Interno Bruto]. assim, quando
a economia voltar a crescer,
o percentual do imposto sobre movimentação financeira seria reduzido."

Ou seja, se o PIB piorar é só modular a alíquota (para cima).

Agora que pediram a ajuda de prefeitos e governadores (ambos vivem com o pires na mão) para a aprovação desse confisco, é bem provável que ele será votado após as eleições municipais.

A CPMF é mais um passo para o confisco: Em um momento de desespero pode-se aumentar a alíquota para 1%, por exemplo.

Não esqueçam que o FGTS e a poupança já estão sendo confiscados via inflação.

Um super abraço,


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CPMF só com corte de gastos







Saiu na Folha:

Congresso não aprovará CPMF se governo não mostrar cortes, diz Jucá

O que mais me chamou a atenção foi a seguinte frase:

"O Congresso não irá votar, na minha avaliação, aumento de receita sem antes ter efetivamente uma discussão das despesas e do que vai ocorrer no futuro"

Esse tal de Romero Jucá é o típico lobo em pele de cordeiro, como o brasileiro (a grande maioria) tem memória curta, vamos relembrar a proposta desse mesmo senador há alguns meses atrás:

Novo texto de MP eleva IR sobre aplicações de renda fixa para até 25%.

Tudo bem que ele voltou atrás (será mesmo?), mas na época dessa polêmica MP 694, ele mesmo não propos nenhum corte de gastos.

É muito cinismo, não é mesmo ?

Um super abraço



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MANIFESTO CONTRA A VOLTA DA CPMF

 
Não presenciamos cortes nos luxos das viagens internacionais. Não presenciamos corte nos gastos com a publicidade governamental. Não presenciamos cortes nos cartões corporativos. Não presenciamos cortes nos cargos comissionados e muito menos uma significativa diminuição de Ministérios. A dívida líquida do setor público sobe, bem como a dívida bruta avança. A rejeição das contas do Governo de 2014, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), demonstra claramente o desgoverno que existe em nosso País. Em 2015, as contas públicas apresentaram um déficit primário de R$ 111,24 bilhões.

Um governo que não se preocupa com a segurança institucional, implementando uma política fiscal ineficiente e sem transparência, gastando mais do que arrecada, sendo leniente com a inflação e que destrói a cada dia os fundamentos básicos da economia, gera insegurança e desconfiança inibindo o investidor e o empreendedor.

Mesmo assim esse mesmo governo propõe a recriação da CPMF, que irá estagnar ainda mais a economia. Com ‘efeito cascata’ toda a economia produtiva irá ser atingida: o fornecedor, o comerciante, o empresário; encarecendo os produtos e ocasionando o aumento de preços, recaindo o ônus maior no consumidor, ou seja, no cidadão.

Mais uma vez o IDL se manifesta CONTRA esta nociva pretensão, conclamando novamente pela união dos institutos liberais para que pressionem os parlamentares de seus Estados a não apoiar esse imposto. Precisamos transmitir à população que não votem em parlamentares que se manifestarem pela volta da CPMF.

Deputados e senadores que votarem a favor da recriação deste tributo não merecem ser eleitos nas próximas eleições!

Deixemos claro que o parlamentar que não atender os apelos da sociedade estará posicionando-se contra ela.

Vamos cobrar esta postura daqueles que dizem que nos representam.

Edson José Ramon

Presidente do Instituto Democracia e Liberdade (IDL)


Fonte: http://rodrigoconstantino.com/artigos/manifesto-contra-volta-da-cpmf/